Crítica | The house
The House: uma animação sombria sobre ganância, família e sonhos
The House, disponível na Netflix, é uma animação em stop-motion que, à primeira vista, pode parecer apenas uma produção estranha e curiosa. Porém, conforme a história avança, fica claro que o filme utiliza o humor, o desconforto e situações absurdas para falar sobre temas bem mais profundos.
A produção é dividida em três histórias diferentes. Embora os personagens e situações mudem, existe algo que conecta todos os capítulos: a casa
🏠 Uma casa, três histórias
No primeiro capítulo, acompanhamos uma família que recebe a oportunidade de morar em uma casa aparentemente perfeita. O que começa como uma mudança promissora aos poucos se transforma em algo estranho.
A família começa a mudar seus comportamentos e prioridades, enquanto a casa passa a ocupar um espaço cada vez maior em suas vidas.
O interessante é que a história não precisa explicar tudo diretamente. Algumas situações são apresentadas de maneira absurda, fazendo o espectador pensar sobre o significado por trás delas.
🐀 A segunda história
A segunda parte acompanha um rato que tenta vender a casa depois de realizar uma grande reforma.
Ele acredita que finalmente conseguiu construir aquilo que sempre desejou. Entretanto, as coisas começam a sair do controle quando os novos moradores aparecem.
Aqui, a história trabalha bastante a ideia de fracasso, obsessão e perda de controle.
O personagem tenta manter uma aparência de sucesso enquanto sua situação se deteriora cada vez mais.
🌧️ A terceira história
Na terceira história conhecemos Rosa, uma personagem que não consegue aceitar que precisa deixar a casa.
Enquanto seus inquilinos tentam encontrar uma maneira de seguir em frente, Rosa permanece presa à ideia de recuperar aquilo que está perdendo.
Para mim, essa é uma das partes mais interessantes da animação porque a casa deixa de representar apenas um lugar físico e passa a representar apego, memória e dificuldade de aceitar mudanças.
💭 Minha interpretação
O que mais gostei em The House foi justamente o fato de a animação não entregar todas as respostas.
A casa pode ser interpretada de diferentes maneiras dependendo do espectador. Para mim, ela funciona como uma representação dos desejos humanos e daquilo que podemos acabar perdendo quando ficamos presos à ideia de possuir alguma coisa.
⭐ Minha opinião
The House definitivamente não é uma animação infantil convencional.
É uma obra estranha, desconfortável em alguns momentos e cheia de simbolismos. A técnica de stop-motion combina perfeitamente com a atmosfera da história.
Se você gosta de animações diferentes, histórias simbólicas e filmes que deixam algo para pensar depois dos créditos, vale conhecer.
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10 comentários
Olá! Há muito tempo que assisti a este filme e gostei muito mas também foi um bocado estranho, por isso é verdade que não é um filme para crianças e às vezes acho que parece que existe um vazío. Bejinhos
ResponderExcluirOii! Que legal que você tenha assistido! Na primeira vez que assisti, achei estranho também rsrs.
ExcluirBeijos!
nossa, eu amo esse filme, tenho a música inclusive no spotify. é tão realista que é desconcertante. beijos, pedrita
ExcluirOii! Somos duas💕
ExcluirBeijos!
Oi! Parece ser uma animação muito boa, inteligente e com uma abordagem interessante de problemas atuais. Adorei a dica. Bjos!!
ResponderExcluirMoonlight Books
Oii! Que bom que você gostou da animação! Fico feliz que tenha apreciado a abordagem e a mensagem.
ExcluirBeijos!
Jéssica achava que o filme era pra criança, porém gostei da sugestão do filme, é uma boa pedida pra assistir, bjs.
ResponderExcluirOii! Fico feliz que tenha gostado❤
ExcluirBeijos!
Caramba! Essa animação passou totalmente despercebida por mim! Achei muito interessante o fato de ser em stop-motion e as temáticas das histórias. Vou assistir!
ResponderExcluirBjs
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Oii! Fico feliz que tenha se interessado pela animação! Espero que goste.☺
ExcluirBeijos!
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